Segundo o Ministério das Finanças “o défice das Administrações Públicas em contabilidade pública atingiu 2.255  milhões de euros em resultado da terceira vaga da pandemia. Esta evolução traduziu-se num agravamento de 2.358 milhões de euros face ao período homólogo explicado pelo impacto do confinamento e das medidas de resposta à pandemia”, e também a “degradação do défice resultou do efeito conjunto da contração da receita (-6%) aliado ao crescimento significativo da despesa primária (+6,5%), reflexo dos impactos negativos na economia particularmente evidentes na redução da receita fiscal e contributiva e das medidas extraordinárias de apoio a famílias e empresas”.

Verificou-se que a despesa total com medidas extraordinárias de apoio às empresas e às famílias foi de 2.058 milhões de euros e que no mês de março a despesa atingiu os 923 milhões de euros.

De acordo com as Finanças, “destaca-se o crescimento muito elevado dos apoios às empresas que ascendeu a 1.182 milhões de euros, em especial o programa Apoiar.pt (533 milhões de euros) cuja execução representa mais do triplo do valor total de 2020. Também contribuíram para este aumento as medidas de apoio aos custos do trabalho que atingiram 649 milhões de euros, principalmente o lay-off simplificado (273 milhões de euros), o apoio extraordinário à retoma progressiva de atividade (230 milhões de euros) e o incentivo extraordinário à normalização (147 milhões de euros)”.

Verificou se um aumento nas despesas na Saúde e a superação do teto das despesas Covid-19 na Segurança Social. A despesa com medidas extraordinárias da Segurança Social, tendo como causa a pandemia foram de 804,9 milhões de euros no primeiro trimestre, superando o total orçamentado para 2021.

João Leão mencionou que a despesa total do Serviço Nacional de Saúde (SNS) cresceu 5,9%, no primeiro trimestre do ano (160,2 milhões de euros), face a 2020, atingindo os 2.883,8 milhões de euros, e também que a despesa do SNS com pessoal de saúde cresceu 10,4% entre janeiro e março.

Devido ao abrandamento da atividade económica, a receita fiscal recuou 10,1%, com a generalidade dos impostos a evidenciar quebras, destacando-se a redução de 11,7% do IVA em termos comparáveis (ajustada do efeito dos planos prestacionais). As contribuições para a Segurança Social reduziram-se 0,6%, segundo o gabinete de João Leão. 

Noções Básicas de Educação Financeira :: Défice Orçamental - YouTube