De acordo com dados do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), no final de fevereiro de 2021 havia 431.843 pessoas desempregadas inscritas no instituto. Verificou-se um aumento de quase 30.000 pessoas desde dezembro do ano passado, podendo assim dizer-se que o confinamento foi um grande factor que influenciou este aumento-

Segundo o instituto, verificou-se que houve um aumento de 36,8% em fevereiro, face ao mesmo mês no ano de 2020 e também ainda um aumento de 1,8% em relação a janeiro do presente ano.

Face ao mês homólogo de 2020, o IEFP menciona que “contribuíram todos os grupos do ficheiro de desempregados, com destaque para as mulheres, adultos com idade igual ou superior a 25 anos, os inscritos há menos de um ano, os que procuravam novo emprego e os que possuem como habilitação escolar o secundário”.

Verificou-se que no mês de fevereiro houve um aumento do desemprego em todas as regiões do país. E se tivermos em consideração o mesmo período no ano de 2020, verifica-se que as regiões com aumentos mais significativos foram: Algarve (74,4%), Lisboa e Vale do Tejo (52,9%) e Madeira (30,4%).

Registou-se também que existem mais casais, em que ambos os elementos se encontram no desemprego, subido em fevereiro 29,5% face ao valor homólogo.

Sendo assim verificou-se um total de 6.899 casais no final de fevereiro, mais 29,5% no mês homólogo e 2,9% (197 casais) em relação ao mês de janeiro.

Os casais nesta situação de duplo desemprego têm direito a uma majoração de 10% do valor da prestação de subsídio de desemprego que se encontrem a receber, quando tenham dependentes a cargo.

O aumento do Desemprego e o alastrar da miséria - Jornal Tornado